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Conheça o Mercado Internacional de água de coco

Atualizado: 23 de fev.

por: Ruan Soares


O mercado internacional de água de coco tem testemunhado um notável crescimento, impulsionado pelo reconhecimento dos benefícios nutricionais dessa bebida. O Brasil, principal centro de produção, ocupava originalmente a quinta posição no cultivo de coco verde. No entanto, uma mudança significativa ocorreu quando empresas brasileiras, previamente focadas em produtos como leite de coco ou coco ralado, diversificaram para incluir a água de coco em seu portfólio. Como resultado, o Brasil emergiu como o maior produtor global, de acordo com dados da FAO de 2020.


A produção anual de quase dois bilhões de unidades é principalmente concentrada na região Nordeste do Brasil, conforme evidenciado pelo Caderno Setorial ETENE de dezembro de 2021. As exportações globais atingiram a impressionante marca de US$3,6 bilhões em 2021, sendo os Estados Unidos responsáveis por 90,0% desse mercado e o Nordeste contribuindo com 42,5 mil toneladas de coco e derivados.


O mercado de água de coco pura na região LAMEA (América Latina, Oriente Médio e África) foi avaliado em US$207,1 milhões em 2019, e é projetado atingir US$742,3 milhões até 2027, indicando um crescimento anual de 20%. O Brasil desempenha um papel central nesse cenário, sendo o maior contribuinte de receita, com US$102,3 milhões em 2019, projetando-se um aumento para US$348,6 milhões em 2027.


Dentro do território nacional, no ano de 2018, os produtos classificados como água de coco representaram o principal componente nas transações comerciais do estado do Ceará com o mercado internacional. Esses, destacaram-se como os mais exportados, atingindo um valor total de US$ 13,8 milhões, posicionando o Ceará como o líder entre os estados brasileiros no que se refere à exportação de água de coco.


Roberto Lessa, CEO da renomada fabricante "Obrigado", observou que sua marca alcançou vendas superiores no mercado internacional em comparação com o mercado interno. Olhando para o futuro, Lessa projeta que até 2025, cerca de 75% da produção brasileira será destinada à exportação.


Além de ser uma parte intrínseca da identidade brasileira, a água de coco agora está conquistando novos mercados nos Estados Unidos e na Europa. Roberto Lessa observa que, em 2017, as vendas nos Estados Unidos superaram as vendas no Brasil, indicando uma mudança significativa nos padrões de consumo. Esse fenômeno sugere não apenas uma crescente aceitação internacional, mas também a capacidade do Brasil de atender a essa demanda global, aproveitando-se de recursos de alta qualidade e abundantes de coqueiros.


Em síntese, o mercado internacional de água de coco não é apenas um negócio lucrativo, mas também uma oportunidade de expansão para a indústria brasileira, consolidando seu papel como líder global nesse setor promissor. Esse crescimento é impulsionado pela crescente demanda de consumidores em busca de uma bebida energética natural, refletindo uma contínua preocupação com a saúde.


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fontes: Prismajr.org; Estado de Minas; FIEC



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