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Logística Internacional: frete de cargas refrigeradas



Você já se perguntou como são transportados a longas distâncias produtos como carnes, frutas, sorvetes e, até mesmo, medicamentos? Neste post, buscaremos apresentar o Frete Internacional de cargas refrigeradas, além de algumas informações importantes que devem estar em mente para a perspectiva de exportação de produtos que necessitem desse tratamento especial.


Nesse sentido, as cargas refrigeradas são, basicamente, aqueles produtos que, em virtude de suas características de perecividade – isto é, sua baixa validade em condições diversas – necessitam do controle de temperatura durante o transporte em longas distâncias. A importância desse controle é perceptível na medida em que, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), de toda a quantidade de alimentos perdidos anualmente, correspondente a 1,3 bilhão de toneladas, o processo logístico de produção, armazenamento e transporte é responsável por 54%. Tais perdas, além de gerarem impactos socioambientais negativos, impactam ainda nas empresas, resultando em prejuízos e diminuindo a margem de lucro das exportações.

Entendida a importância dessa categoria, pode-se pensar nos principais modais e dispositivos utilizados no transporte de cargas refrigeradas:

Em primeiro lugar, há o frete rodoviário refrigerado, o qual pode ser realizado através de caminhões com carroceria específica que consiga atender às especificidades de temperatura necessárias a determinado produto. O tipo baú frigorífico, que funciona como câmara frigorífica móvel, é o mais utilizado e recomendado, conseguindo chegar a temperaturas entre 0 e -20 graus Celsius, a depender do modelo.

No modal de frete marítimo refrigerado, por sua vez, também conta com tecnologias como os contêineres refrigerados, os quais permitem maior controle da temperatura durante o transporte, com a possibilidade de ajuste prévio das condições antes mesmo da mercadoria chegar aos contêineres, garantindo um manejo rigoroso àqueles produtos que assim necessitem. Esse transporte é utilizado, em geral, para grandes quantidades de carga a serem transportadas, pois devido a sua grande capacidade de armazenagem, favorece o custo-benefício.


Em última análise, temos o transporte aéreo refrigerado, que conta com maior rapidez, sendo o meio aconselhável para a exportação de produtos mais delicados ou perecíveis. Deve ser levado em consideração, aqui, não somente o tempo de voo, mas as esperas durante os transbordos, auditorias de estoques, despacho e demais etapas do manejo da mercadoria. Assim, há diversas soluções para a manutenção da cadeia fria no frete aéreo. Uma dessas soluções são as embalagens isotérmicas, que podem ser de diferentes capacidades e são mais eficazes em voos diretos, porém em geral necessitam de algum material refrigerante complementar, como gelo seco ou gel packs. O gelo seco, contudo, para efeitos de carga aérea, é considerado uma mercadoria perigosa e é um fator limitante na quantidade transportada.


Outra solução para o frete aéreo refrigerado são os AcuTemps, unidades de carregamento (ULD) equipadas com compressor e baterias que permitem a manutenção da temperatura controlada até 100h. Esse meio não leva gelo seco, diferente dos Envirotainers, ULD com compartimento para esse material e que mantém a temperatura em até 72h. Devido a isso, os AcuTemps podem embarcar em qualquer tipo de avião.


Portanto, a escolha do modal de transporte envolve diversas variáveis, como tempo estimado de frete, taxas de risco, custos-benefícios, armazenagens mais adequadas, entre outros fatores que abarcam a cadeia logística. Dessa forma, trata-se de um caminho personalizado para cada tipo de mercadoria e contrato de exportação, demandando uma análise completa e individual.



Por: Victória Rodrigues




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