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Comércio Exterior: os efeitos do Coronavírus sobre o comércio China-Brasil

Atualizado: 17 de fev. de 2023

CORONAVÍRUS: O QUE É E COMO ESTÁ AFETANDO O GLOBO?


Por: Alba Tavares e Laís Melo O novo coronavírus, sob identificação de COVID-19, é o subtipo do coronavírus que vem se alastrando e abalando todo o globo, com alta disseminação no início do ano de 2020. Apesar de sua origem mais precisa ser desconhecida, o ponto de ignição que pesquisadores chineses encontraram, até então, foi em um grande mercado de frutos do mar na cidade de Wuhan, na China, em meados de dezembro de 2019. Com a situação se agravando ao redor do mundo, as mais extremas medidas foram tomadas no intuito de conter o alastramento da pandemia. Contudo, os efeitos e consequências atingiram os mais diversos setores ao redor do globo.


No que tange ao setor econômico, diversos países já fecharam suas fronteiras, anunciaram isolamento de cidades, cancelamentos de voos e suspensão de diversas atividades consideradas não essenciais. No Brasil e no mundo são diversos os segmentos econômicos que vêm sofrendo com a pandemia, causando grandes desacelerações na produção, altos índices de desemprego e falência de pequenos negócios. RELAÇÃO CHINA-BRASIL

A China é hoje a segunda maior economia mundial - somente atrás dos Estados Unidos - e é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. O país investe massivamente na economia brasileira, sendo destino de grande parte das nossas exportações. A soja e os minérios são os principais produtos exportados para a China, enquanto que as importações brasileiras se concentram majoritariamente em produtos industrializados e de alta tecnologia.


No início do ano, a China era o grande centro do coronavírus, o que afetou de forma muito expressiva a economia do país, principalmente pela forte dependência da exportação. Os efeitos dessa crise foram sentidos inicialmente de forma indireta por diversos países, incluindo o Brasil, visto que, com a redução da produção e do crescimento chinês, a demanda por nossas commodities e matéria-prima também diminuíram, assim como os investimentos na economia brasileira provenientes da China.

A situação enfrentada pela China no início do ano causou uma grande fuga de capital e investimentos do país em direção aos EUA, o que justificou o grande salto no valor do dólar. Todavia, a atual realidade da pandemia tende a impulsionar os investimentos de volta ao gigante asiático. Os EUA são um dos países com maior número de mortos e contaminados pelo vírus, o que os torna imprevisíveis economicamente. Em contrapartida, a China conseguiu controlar a pandemia no seu território e, desde o dia 10 de abril, as atividades econômicas estão sendo retomadas em todo o país. O "retorno" da China aos grandes jogadores ativos já começa a aquecer o comércio internacional, gerando novas esperanças para o mercado, uma possível queda do dólar, pela situação estadunidense supracitada, e novos incentivos à economia mundial.

O MERCADO BRASILEIRO DIANTE DISSO

Assim como a maioria dos países afetados pela pandemia, o Brasil tem tomado medidas e posicionamentos no sentido de evitar o colapso da sociedade, como a instauração de auxílios emergenciais e linhas de crédito para as pequenas empresas. Ainda assim, a situação adentra níveis críticos e a previsão do Banco Mundial já é de uma queda de 5% do PIB nacional em 2020. O órgão internacional afirma que as demandas de importação da China e dos países do G7 serão consideravelmente afetadas, isto é, o momento é de desvantagem para a exportação de commodities na América do Sul.

Diante de todas essas mudanças no cenário internacional, é preciso que os produtores brasileiros assumam novas posturas e estratégias de redirecionamento de seus produtos, bem como adotem um maior investimento voltado ao setor interno, que por sua vez se torna mais atrativo para o comércio. Assim, a Agência Nacional de Transportes Terrestre flexibilizou regras para transporte de cargas, o que estimula o foco na comercialização nacional. Entretanto, a retomada gradual das atividades em empresas chinesas e a crise enfrentada atualmente pelos EUA simbolizam oportunidades futuras para as diversas empresas de commodities cujas bases são a exportação.

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